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MEMORIAL DO JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO SUL

Endereço: Pça Marechal Deodoro, 55 – Térreo do Palácio da Justiça.

Bairro: Centro Histórico

Cidade/CEP: Porto Alegre/RS – CEP 90010-906

Telefone: +55 51 3210-7176

E-mail: memorial@tjrs.jus.br

Site: www.tjrs.jus.br/memorial e memorialtjrs.wordpress.com

Redes sociais (link):

https://www.facebook.com/memorialtjrs/

www.instagram.com/memorialtjrs/

https://twitter.com/Memorial_TJRS

Horário de Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 18h
 

Finalidade do Memorial do Judiciário do RS.

Abrigar tipos diversos de suportes documentais, de uso pessoal ou institucional, de valor para a função de testemunho histórico coletivo do Judiciário do RS, dando-lhe o tratamento necessário para sua conservação e viabilizando sua disponibilização à comunidade
 

Serviços Prestados:

Publicações

Revista Justiça & História, Histórias de Vida, Cadernos de Pesquisa, e agora o mais recente Cadernos de Memória, formam as séries de publicações do Memorial do Judiciário.

Exposições Históricas e Temáticas

Semana Nacional de Arquivos – Exposição “Minhas Memórias, Nossa História”
 

“Querido. É meia noite!... Éstas horas tu estás no banho; enquanto eu aqui isolada!... acaso não tens pena de mim? Julguei que vinhas mas em vão esperei por ti; porque não viestes? Eu tão só no auge da tristeza, e tu não viestes consolar-me!... porque querido, tammanha ingratidão? Como é insuportável viver neste martyrio!... Porque me perguntas si tenho saudades de ti? Não lestes com atenção o meu ulttimo bilhete? Si estiveres lido, não me perguntarias”


A transcrição acima faz parte de um conjunto de cartas escritas por Maria de Jesus Bueno dos Santos para Tancredo Machado, e fazem parte de um processo crime que ocorreu no ano de 1931, na cidade de Sananduva, interior do RS. Este processo, do acervo do Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul (MJRS), e parte integrante da Exposição “Minhas Memórias, Nossa História”, consiste em um caso de homicídio, em que é possível identificar também uma tentativa de uxoricídio - tentativa de assassinato de uma mulher por seu cônjuge -, mas isso não foi levado em consideração para o julgamento na época. O termo utilizado nos dias de hoje para designar tal crime é Feminicídio, conforme Lei nº 13.104/2015, e que alterou o artigo 121 do Código Penal, incluindo como circunstância qualificadora do crime hediondo. 
O crime em questão trouxe a protagonista, Ana de Barros Freitas, ao MJRS, na tentativa de compreender uma das tantas histórias de família descobertas em diários, cartas, fotografias e documentos. A riqueza do material fez com que o Memorial do Judiciário usasse as narrativas da família de Ana para traçar um panorama legal, jurídico e sociocultural do conceito de família no RS, desde os anos 1750 aos dias atuais em pesquisa e expografia que resultaram na exposição.
A exposição “Minhas Memórias, Nossa História” está localizada no Espaço Desembargador Donato João Sehnem, do Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul, instalado no Palácio da Justiça, em frente à histórica Praça da Matriz de Porto Alegre, no bairro central da cidade, e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com entrada franca.